C’est ça!

I Fórum Amazônico de Software Livre

August 15th, 2009 by Paulo Lima

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I Fórum Amazônico de Software Livre é um evento que pretende abrir espaço para discussões e reflexões sobre o papel social do Software Livre, apresentar ferramentas, promover palestras, mini-cursos, divulgar casos de sucesso e iniciativas de Software Livre na região amazônica.

O público alvo do evento é bastante amplo. Contamos com a participação da sociedade em geral, pessoas da comunidade de Software Livre, movimentos sociais, iniciativa privada, organizações não-governamentais, órgãos municipais, estaduais e federais, além da presença da comunidade acadêmica, principalmente das áreas de computação, educação e comunicação.

O evento acontacerá na UFPA de 2 a 5 de setembro de 2009
Nosso site já está no ar.
Acesse e faça sua pré-inscrição no I FASOL

www.ejump.com.br/fasol

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Viva a liberdade na internet!

May 4th, 2009 by Paulo Lima

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Epidemia da ganância

May 3rd, 2009 by Paulo Lima

Agora em português o artigo da Silvia Ribeiro no La Jornada:

A nova epidemia da gripe suína que ameaça expandir-se a outras regiões do mundo não se trata de um fenômeno isolado. É parte da crise generalizada e tem suas raízes no sistema de criação industrial de animais, dominado por grandes empresas transnacionais.

No México, as grandes empresas avícolas e de suinocultura têm proliferado amplamente nas águas (sujas) do Tratado de Livre Comércio da América do Norte. Um exemplo é a Granjas Carroll, em Veracruz, propiedade de Smithfield Foods, a maior empresa de criação de porcos e processamento de produtos suínos do mundo, com filiais na América do Norte, Europa e China.

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Quem ganha com a gripe suína?

April 28th, 2009 by Paulo Lima

O Grupo ETC é um coletivo de cientistas e ativistas que estuda o impacto das pesquisas científicas nos campos da biogenética e da biotecnologia.  Denunciam as grandes falácias da indústria farmacêutica e os cartéis de vacinação e da paranóia da saúde.  Tem os melhores estudos sobre transgenia e diversidade biológica.  Curiosamente conheci bem o trabalho que fazem no México num seminário sobre biopolítica e bens comuns. E é esse o tema. A vida regulada a partir de interesses que não tem muito a ver com a sua vida pessoal, mas os interesses do mercado e das ações nas bolsas de valores.  O texto abaixo que não vou ter tempo de traduzir, saiu no La Jornada, jornal da Cidade do México, DF, 28 de abril e é muito esclarecedor para entender como e porquê vivemos mais essa aflição:

Epidemia de lucro
Silvia Ribeiro*
La nueva epidemia de influenza porcina que día a día amenaza con expandirse a más regiones del mundo, no es un fenómeno aislado. Es parte de la crisis generalizada, y tiene sus raíces en el sistema de cría industrial de animales, dominado por grandes empresas trasnacionales.

En México, las grandes empresas avícolas y porcícolas han proliferado ampliamente en las aguas (sucias) del Tratado de Libre Comercio de América del Norte. Un ejemplo es Granjas Carroll, en Veracruz, propiedad de Smithfield Foods, la mayor empresa de cría de cerdos y procesamiento de productos porcinos en el mundo, con filiales en Norteamérica, Europa y China. En su sede de Perote comenzó hace algunas semanas una virulenta epidemia de enfermedades respiratorias que afectó a 60 por ciento de la población de La Gloria, hecho informado por La Jornada en varias oportunidades, a partir de las denuncias de los habitantes del lugar. Desde hace años llevan una dura lucha contra la contaminación de la empresa y han sufrido incluso represión de las autoridades por sus denuncias. Granjas Carroll declaró que no está relacionada ni es el origen de la actual epidemia, alegando que la población tenía una gripe común. Por las dudas, no hicieron análisis para saber exactamente de qué virus se trataba.

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E a tecnologia vai excluir mais os excluídos?

April 15th, 2009 by Paulo Lima

Publicado originalmente no blog do Jeso Carneiro

por Paulo Lima (*)

As tendências da comunicação móvel são impressionantes, é a convergência nas mãos: tv, rádio, áudio e vídeo conferência, mobilidade, gps, dados, internet, mapas e todo tipo de “pavulagem” como se diz aqui no Pará.

Mas o que vemos com a chegada do GSM (WCDMA) na Amazônia é o fim da comunicação, mesmo que precária e instável que por aqui se tinha com o TDMA nas áreas rurais.

Para quem não conhece, a Amazônia tem cerca de 3 milhões de brasileiros que vivem nas áreas rurais, são povos tradicionais, em sua maioria caboclos, que praticam extrativismo e agricultura itinerante. Vivem da caça, pesca, coleta de produtos da floresta e lavouras regionais, com renda familiar per capita média até um salário mínimo, de aposentaria rural ou algum programa de transferência de renda governamental.

Os serviços públicos, que se limitam basicamente às áreas urbanas, operam com capacidade esgotada e demanda reprimida, deixando essas populações praticamente sem acesso a serviços essenciais como a educação, saúde, tratamento de água e esgoto, energia elétrica e telecomunicações.

Habitam região rica em recursos naturais, mas estão submetidos ao empobrecimento crescente, porque suas potencialidades são mal aproveitadas, faltando basicamente apoios técnicos, incentivos e retaguarda institucional para que se desenvolvam. E agora vai faltar acesso à telefonia celular!

O TDMA funcionou durante bastante tempo na operação das operadoras na região, depois veio a migração para o CDMA, ambas soluções com bom compromisso de alcance mas limitações na agregação de serviços de banda larga.

O 3G é o inverso dessas tecnologias: entregam grandes quantidades de dados e usam, com grandes investimentos, todas as possibilidades da convergência, mas não tem o compromisso com o alcance. Ou seja, a tecnologia privilegia grandes aglomerados populacionais que tenham condições de uma exploração comercial vantajosa para as empresas.

As empresas da região estão desativando as operações de telefonia celular com TDMA e CDMA e reproduzindo uma política comercial excludente que nasce no processo de privatização do país. Isso para não falar que a telefonia fixa rural é um fracasso contundente que merece um outro artigo.

É hora de tomar as decisões acertadas e não somente movidas pelos interesses do mercado. Comunicação é concessão pública e é fundamental que ela considere o isolamento das populações tradicionais com tecnologias apropriadas.

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É historiador e integrante da ONG Projeto Saúde & Alegria, de Santarém.

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