C’est ça!

onde eu nasci passa um rio

December 10th, 2008 by Paulo Lima

O Jardson é meu camarada. É comunicador multimídia. Faz rádio, jornal e escreve no blog de Suruacá. O Jardson é moço astuto. Gosta da Jana Figarella mas ela ainda não sabe disso. Jardson é daqueles que olha, olha, olha… observa e, quando fala, sempre vem um veredicto ou uma provocação inteligente. Ele mora em Suruacá, uma comunidade na beira do Tapajós. É dos caras que tocam o telecentro de lá. Funciona há mais de 5 anos, ininterruptamente. Daí eu quando vejo o Jardson online cutuco ele: “Jardson, escreve no blog de Suruacá, Jardson, não esquece o blog” e tal. Daí o Jardson, como só o Jardson faria, vem aqui neste blog e me provoca: “escreve aí, seu mala, que fica falando para eu escrever e não escreve nada”.

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e a vida muda todo o tempo

August 25th, 2008 by Paulo Lima

E ele chega. O herdeiro. Quase morto de saudades vou buscar o meu filho no aeroporto e ver o que vai ser a vida agora, em Santarém, com ele por aqui. Rios, água, curiosidade, desejo. 20 anos. Quero que ele seja muito feliz por aqui.

Sê bem vindo Hugo Lima, filho do teu velho, mocorongo de paixão.

Hugo Lima

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rio de janeiro, rio de janeiro

July 18th, 2008 by Paulo Lima

Rio de Janeiro

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E amanhã tô por aí, matando a saudade da cidade maravilhosa, do filho, dos amigos e dos bares. Até depois!

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O Ninja de Copacabana

February 22nd, 2008 by Paulo Lima

É recorrente. Quando chega o fim de semana e preciso gerenciar meu tempo sempre penso a mesma coisa: porquê não sou um sujeito sistemático e disciplinado e não ponho-me a escrever histórias ou qualquer coisa dessas que ficam a noite toda na minha insônia querendo ser escritas? Um exemplo clássico. Pouca gente sabe mas Copacabana, nos anos noventa, teve um Ninja!

Naquele tempo, caminhávamos sempre atentos e buscando ser o mais discreto possível. O Ninja, suas estrelas e bolinhas que explodiam aterrorizavam o bairro. Sei, não precisa me aterrorizar, se ele ler isso, esse post-denúncia, eu posso não durar muito. Mas já sei como enganá-lo. Estudei sua trajetória por todo esse tempo.

É verdade, ele não era um homem bom e cordato, era um Ninja Vingador, rude e violento. Não era um Power Ranger amigo leitor. Meu trabalho de segui-lo, ver sua decadência com o tempo, a idade, a barriga já proeminente, as manias conservadoras, o gosto pela rotina e a constante insatisfação não foi de um “foca” de redação. Eu, apesar de toda indisciplina, acompanhei o caminhar do “Ninja de Copacabana”.

Eu sei, é verdade que ninguém sabe onde está sua famosa e justiceira Ninja To, à época comparada com a “lurdinha” de Tenório Cavalcanti. Suas estrelas voadoras e seus saltos históricos, antológicos mesmo. Sua capacidade de fuga quando queria assustar alguns amigos em pleno “Sangue & Areia”, futebol de praia noturno na princesinha do mar.

A violência é um tema na cidade e no bairro. Virou tema de um romancista policial, Garcia-Roza, que parece temer escrever sobre o Ninja de Copacabana. É fato, eu temeria. Ele era ruim.

Muito se fala seja na areia, no asfalto, nas comunidades, nos morros da cidade, daquele Ninja, justiceiro. Mas agora, depois de tanto tempo eu vou revelar. Sei que é arriscado. Mas vou revelar uma foto dele. Ai está o Ninja ainda criança com sua primeira Shuriken, a estrelinha Ninja, que ganhou do famoso Mestre Ninja Taputo Conada. É em primeira mão:

O Ninja de Copacabana

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(c) Foto Bill McLeod - Reuters 1978

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pessoas

February 21st, 2008 by Paulo Lima

Fernando Pessoa

“Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado um com o outro. Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou suas razões. Ambos tinham razão. Não era que um via uma coisa e outro outra, ou que um via um lado das coisas e outro um outro lado diferente. Não: cada um via as coisas exatamente como se havia passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro, mas cada um via uma coisa diferente, e cada um, portanto, tinha razão. Fiquei confuso desta dupla existência da verdade.”

Fernando Pessoa (citado em Carnavais, Malandros e Heróis, Roberto DaMatta)

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ciao 2007!

December 30th, 2007 by Paulo Lima

Dias de turista no Rio. Dias muito família. Dias de muita risada e boas piadas. Dias de teste da máquina fotográfica:

Enseada de Botafogo, by Paulo Lima (copyleft 2007)

Dias de Letícia e Gabriela em casa, sobrinhas que eu adoro. E mais teste da máquina fotográfica, com a Gabriela e o Pedro:

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mosquitos e cesar maia

December 22nd, 2007 by Paulo Lima

pro cesar maia

Eu não sei bem porque não sou um homem rancoroso. Não tenho ódio no coração com freqüência. Talvez quem me conheça bem diga que não tenho ódio no coração. Mas provavelmente não me viu com ódio no coração. A cidade do Rio de Janeiro não tem Prefeito, tá largada. Não tem suas posturas municipais respeitadas e é uma grande zona onde vale tudo, para os amigos do poder municipal. As grandes empreiteiras podem tudo nesta cidade. Na sexta feira, dia 21 de dezembro, uma construção na Rua Guilhermina Guinle manteve trabalho, com muito ruído, até 3 da manhã. Isso, 3 da manhã. Além do mais é um foco de mosquitos. E esse tremendo multiplicar de mosquitos me fez um homem com ódio no coração, armado e perigoso. Tem coisas para matar mosquito em todas as partes da casa e a cada mosquito morto manualmente eu penso (com um prazer extraordinário) que matei na careca do Cesar Maia. Hoje comecei um conjunto de novos testes, novos equipamentos e elementos químicos. Os mosquitos estão sofrendo, suponho, só não sei se eu aguento entrar naquele quarto mais tarde….

Escrevo aqui porque talvez o Cesar Maia leia. Ele não sai, não olha a cidade. E deve ser bom no ofício de matar os mosquitos na Gávea Pequena…

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