C’est ça!

Ressurgência Icamiaba - Lançamento

April 13th, 2009 by Paulo Lima


RESSURGÊNCIA ICAMIABA
Deborah Goldemberg
Selo Demônio Negro, 2009
ISBN 978-859039348-1
R$25,00 72 págs

Baseada em lendas amazônicas, a jovem escritora DEBORAH GOLDEMBERG discorre nesta novela sobre os desafios da manutenção do amor em meio às contradições das relações de gênero, tema ainda tão atual, em um contexto com paisagens típicas do norte do País.

A Nação Icamiaba, de mulheres que imergiram nas águas e se transformaram nas sereias do rio Tocantins, decidiu viver distante dos homens e dos riscos do amor. Para essas mulheres, as profundezas do rio garantem paz e tranqüilidade e elas só voltam para a superfície para se acasalar e, após o ato sexual, afogam os ribeirinhos e deixam seus corpos à deriva.

É um cenário de feminismo exacerbado, ao mesmo tempo idílico e opressivo Read the rest of this entry »

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onde eu nasci passa um rio

December 10th, 2008 by Paulo Lima

O Jardson é meu camarada. É comunicador multimídia. Faz rádio, jornal e escreve no blog de Suruacá. O Jardson é moço astuto. Gosta da Jana Figarella mas ela ainda não sabe disso. Jardson é daqueles que olha, olha, olha… observa e, quando fala, sempre vem um veredicto ou uma provocação inteligente. Ele mora em Suruacá, uma comunidade na beira do Tapajós. É dos caras que tocam o telecentro de lá. Funciona há mais de 5 anos, ininterruptamente. Daí eu quando vejo o Jardson online cutuco ele: “Jardson, escreve no blog de Suruacá, Jardson, não esquece o blog” e tal. Daí o Jardson, como só o Jardson faria, vem aqui neste blog e me provoca: “escreve aí, seu mala, que fica falando para eu escrever e não escreve nada”.

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sobre livros, silêncios e cajú!

October 10th, 2008 by Paulo Lima

Ando falando e fazendo coisa demais.  Daí escrevo pouco e quase não leio literatura.  Larguei o “Meu nome é Vermelho” num canto da casa e o olho com a culpa de quem sabe que sempre pode se perder alguma coisa boa, mesmo que temporariamente…

Taí o cajueirinho com dois dias de plantado. Meu novo xodó!

caju.jpg

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sobre sapos, gatos, pássaros e árvores

August 7th, 2008 by Paulo Lima

A influência da literatura fantástica no meu comportamento cotidiano e em tudo que se parece com literatura que faço é marcante. Não sei se as pessoas notam.  Agora, vivendo numa casa, com pequenas árvores, na Amazônia, com ventos e chuvas e com a mesma criatividade de sempre — um pouco turbinada — começo a colecionar histórias e sensações.  Como o ser que me visita e me vigia algumas noites.  E como a família de sapos com quem negocio a vigilância da casa na madrugada e nas minhas ausências.  O gato ou a gata (se gato chamar-se-á Luis Melodia) que aparece lá de vez em quando, como se dono ou dona da casa e avalia a situação.  Discreto (a), fica em cima do muro com visão privilegiada do que acontece dentro da habitação.  Me desafia com olhar e anda, bem elegante, pelo muro. A grama começa a responder o carinho da água. E eu vou continuar essa história outro dia.

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O Código

May 13th, 2008 by Paulo Lima

A vida vai seguindo seu normal. Naturalizando o sou daqui mas vim de longe.

Borges

Daí o Borges, que veio junto com minha biblioteca cita Luis de León, lido em Edgar Alan Poe:

“Vivir quiero conmigo,
gozar quiero del bien que debo al Cielo,
a solas, sin testigo,
libre de amor, de celo,
de odio, de esperanza, de recelo.”

E, sabemos, não existe uma só imagem, uma só bela palavra, com a exceção duvidosa do testemunho, que não seja uma abstração.

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histórias

March 13th, 2008 by Paulo Lima

por do sol, amazônia

Eu, desde sempre, mesmo sem ter lido que:

Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.”(1)

acreditei nessa sentença. Minha avó contou dezenas delas. As coisas mudam de uma hora para outra. As mudanças, ou a decisão de mudar, é tomada rapidamente. Largar o passado recente é que é complicado. Antes eu ouvia as histórias e pensava num livro, uma obra prima do realismo fantástico. Agora, com 14.949 dias de experiência nesse mundo, mudei de idéia. Essas histórias, como muitas que invento pra mim mesmo, são o que está mais perto da verdade, seja lá o que ela for.

O Saliel, pra variar, resolveu brincar com coisas sérias. Afinal, quem não sabe a hora de perguntar a pergunta do próximos 15 mil dias…

(1) Manoel de Barros, Livro sobre o nada

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decisões num conta-gotas

February 29th, 2008 by Paulo Lima

1) Decidi ter um gato. Ou melhor, tentar ter um gato. As minhas decisões sempre precisam de um nome. Para o gato: Torquato!

2) Pensa numa coisa triste, triste assim de doer. De doer de verdade, mas aquela coisa necessária, daquelas que são tão necessárias que são lindas. Como é linda a poesia de Torquato. Como é Pra dizer adeus.

Pena eu não saber… Read the rest of this entry »

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