Nova publicação do Intervozes: Lançamento em Belém
Paulo Lima
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Paulo Lima
Julho 2, 2009 by Blog Fatos e Dados Petrobras
As vozes da Amazônia alcançam os mais diferentes lugares do mundo através da parceria da Petrobras com o projeto Rede Mocoronga de Comunicação Popular.
Com internet via satélite no meio da floresta, jovens de 31 comunidades ribeirinhas da Amazônia estão sendo capacitados em comunicação e inclusão digital. Aprendem a produzir e difundir conteúdos audio-visuais, o que os permite afirmar sua cultura, idéias e interagir com outras formas de ver e pensar a própria floresta. Esse projeto está diretamente alinhado ao posicionamento da Petrobras de democratizar o acesso a novas tecnologias e viabilizar a produção de informações de forma plural e descentralizada. Porque informação e liberdade de expressão são direitos básicos e inalienáveis de todo o povo brasileiro.
Veja o vídeo abaixo para conhecer mais o projeto:
Ao contrário do sentido pejorativo que a palavra MOCORONGO possui em outras regiões do país, seu real significado é outro na Região Norte. Você sabe qual? Comente!
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Paulo Lima
Publicado originalmente no blog do Jeso Carneiro
por Paulo Lima (*)
As tendências da comunicação móvel são impressionantes, é a convergência nas mãos: tv, rádio, áudio e vídeo conferência, mobilidade, gps, dados, internet, mapas e todo tipo de “pavulagem” como se diz aqui no Pará.
Mas o que vemos com a chegada do GSM (WCDMA) na Amazônia é o fim da comunicação, mesmo que precária e instável que por aqui se tinha com o TDMA nas áreas rurais.
Para quem não conhece, a Amazônia tem cerca de 3 milhões de brasileiros que vivem nas áreas rurais, são povos tradicionais, em sua maioria caboclos, que praticam extrativismo e agricultura itinerante. Vivem da caça, pesca, coleta de produtos da floresta e lavouras regionais, com renda familiar per capita média até um salário mínimo, de aposentaria rural ou algum programa de transferência de renda governamental.
Os serviços públicos, que se limitam basicamente às áreas urbanas, operam com capacidade esgotada e demanda reprimida, deixando essas populações praticamente sem acesso a serviços essenciais como a educação, saúde, tratamento de água e esgoto, energia elétrica e telecomunicações.
Habitam região rica em recursos naturais, mas estão submetidos ao empobrecimento crescente, porque suas potencialidades são mal aproveitadas, faltando basicamente apoios técnicos, incentivos e retaguarda institucional para que se desenvolvam. E agora vai faltar acesso à telefonia celular!
O TDMA funcionou durante bastante tempo na operação das operadoras na região, depois veio a migração para o CDMA, ambas soluções com bom compromisso de alcance mas limitações na agregação de serviços de banda larga.
O 3G é o inverso dessas tecnologias: entregam grandes quantidades de dados e usam, com grandes investimentos, todas as possibilidades da convergência, mas não tem o compromisso com o alcance. Ou seja, a tecnologia privilegia grandes aglomerados populacionais que tenham condições de uma exploração comercial vantajosa para as empresas.
As empresas da região estão desativando as operações de telefonia celular com TDMA e CDMA e reproduzindo uma política comercial excludente que nasce no processo de privatização do país. Isso para não falar que a telefonia fixa rural é um fracasso contundente que merece um outro artigo.
É hora de tomar as decisões acertadas e não somente movidas pelos interesses do mercado. Comunicação é concessão pública e é fundamental que ela considere o isolamento das populações tradicionais com tecnologias apropriadas.
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É historiador e integrante da ONG Projeto Saúde & Alegria, de Santarém.
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Paulo Lima
No dia 28 de março, o Projeto Saúde & Alegria - PSA realizará a 2ª Mostra de Vídeo Participativo da Rede Mocoronga de Comunicação Popular, evento que reunirá vídeos inéditos dirigidos por jovens talentos de comunidades ribeirinhas.
Em parceria com a Escola Nórdica da Suécia, o PSA realizou uma série de oficinas de capacitação em produção de vídeo com jovens comunitários. Jovens estudantes suecos de Vídeo Participativo que vieram ao Brasil complementar seus estudos ministraram as oficinas durante 5 semanas em cada comunidade, tendo como resultado os vídeos que serão exibidos na 2ª Mostra de Vídeo Participativo.
As oficinas foram realizadas nos Telecentros da Rede Mocoronga, que são centros dotados de material técnico, como computadores e acesso à internet. Os vídeos realizados, sempre mostrando a realidade dos próprios jovens, são o resultado prático das oficinas e foram integralmente produzidos por eles. É o exemplo do vídeo produzido pelos jovens de Belterra abordando o problema da gravidez na adolescência, ou daquele produzido em Boim falando do trabalho e da cultura do seringueiro, ou mesmo do vídeo que vem de Urucureá falando da vida sustentável na comunidade.
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