July 28th, 2008 by
Paulo Lima
Eu sou capaz de novidade. Lento, reinvento a vida num ciclo, cientificamente estatístico, embora não provável de replicação, a cada oito-nove anos. Ainda que científico, sou supersticioso:

Um dia cometi um crime, foi mais forte que eu. Provoquei um presente. O Saliel me emprestou esse CD e eu nunca devolvi. Também não disse que fui eu. Tampouco me arrependi. Sou um monstro, verdade. Grande amigo, empresta CD, esquece, pergunta, você não diz nada. Pior, vira adicto do CD, passam dez anos. Vira superstição. E é isso, sempre que acho que a minha criatividade anda fraca eu pego o The Köhl Concert. E como minha criatividade é fraca mesmo qualquer superstição ajuda…
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September 28th, 2007 by
Paulo Lima
É preciso ser original quando não se tem assunto. Ou quando os assuntos não são de interesse público ou são estritamente privados. Não suporto mais o João Ubaldo (um assunto). Virou um rancoroso contra o Lula e monotemático. Ele tinha 200 formas de dizer que não tinha assunto mas era pago para escrever o seu artigo em algum grande jornal. Eu me distraí. Não vou mais escrever nada que faça sentido. Afinal, ninguém me paga para fazer isso…
E aquele que “Porque se chamava moço, também se chamava estrada”, voltou. Horas intensamente divertidas com o seu Hugo, suas história e sua companhia. De tudo se faz canção e o coração na curva de um rio, rio, rio… e lá se vai mais um dia.
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September 19th, 2007 by
Paulo Lima
Enquanto penso em 2008 faço outras coisas para distrair a cabeça. Não, não vejo corrida de cavalo na tv, melhorei disso. Mas quando se quer mudar a vida sempre tem que ter um começo. Daí que vendo o León Matoso, Teco Jaguaripe, o mexicano Manuel Álvarez, o Leandrinho Toupeira e o Sebastião Delgado. Se não vender vou demitir. Eu sou um homem decidido. Isso é no Hattrick, onde me distraio aprendendo com o Escriba.
Olha a cara do León Matoso:

Ele não parece abatido? Cansado? Indisposto mesmo? Ele parece que espera alguma coisa, uma decisão, uma venda, uma nova oportunidade. Eu vejo no olhar de León Matoso uma angústia, um desejo e quase ouço o que ele quer dizer.
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September 17th, 2007 by
Paulo Lima
Certa feita. Meses antes de hoje, escrevi sobre alguma coisa que não tinha entendido direito. Mas citava o Aldir Blanc. O melhor vascaíno. Ou o único que eu respeito, depois do amigo Saliel que até se votar no Onix Lorenzoni para presidente da república seguirá meu amigo. Ainda que percamos a amizade da implicante Joice.
Mas esse texto sem pé nem cabeça era só pra mostrar a música do Aldir Blanc, apesar do sensacional reaparecimento do Sobrenatural de Almeida no Maracanã no domingo passado, encarnado no jogador vascaíno Alan Kardec.
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July 19th, 2007 by
Paulo Lima

A última caixa, a que ficava na sala e guardava os segredos do que viu nos últimos meses, foi aberta. As últimas coisas que não funcionavam, funcionam. O telefone celular que havia morrido, ressucitou. Os rádios antigos começam a encontrar móveis novos. Os livros se espalharam pela casa. As plantas começam a se acostumar com os métodos e as quase tradições dos habitantes. A vida parece se acostumar com uma calmaria. Que comece a ventar a favor, acho que vou navegar melhor.
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June 29th, 2007 by
Paulo Lima
Não abandonei isso aqui não. A semana foi incomum. Trabalhei a mudança desde casa (trocando o pneu com o veículo em movimento). Um consumismo de coisas baratas nunca experimentado tomou conta de mim: colheres de pau, espremedor de batata, utensílios de cozinha que sequer conheço o nome e somente suponho a utilidade, frigideira nova, aquele troço que faz mixto quente, aquecedor de gás novo, cachaças nunca antes experimentadas, um Rio Sol para lembrar do São Francisco e outras coisas que esqueci. Quadros na parede. Mais livros por outras estantes. Planta nova!
Testo habilidades culinárias. Fiz um feijão canônico, momento histórico da vida. Amanhã é dia de feira e peixes frescos. E vou estudando as artes da navegação, a prova vem aí. Homem caseiro, sério, estudioso e aplicado. Assim o tempo vai passando.
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June 24th, 2007 by
Paulo Lima

Domingo lindo de inverno no Rio de Janeiro. Calor! Utz e Marial = turismo. Noite agradável e que passou rápido demais na casa de Saliel, o bandolo mestre. Culinária chilena e Ná Ozzetti. E, claro, aquela memória e humor que faz com que ninguém veja que já hora de ir embora, exceto quando se nota que o Utz tá cochilando no sofá… hora de rebocar o alemão.
Museu de Arte Contemporânea (Niterói) + Linguado ao Albamar (ele está aberto e igual ao momento em que foi inaugurado, 1933. Um dos simpáticos garçons usa uma camisa de Piquet e se chama Paulo, 37 anos de Albamar). Depois Centro Cultural Banco do Brasil e depois a descoberta e a aula de Marial sobre Chema Madoz, seu conterrâneo. Fica até 15 de julho, não se pode perder.
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