November 6th, 2009 by
Paulo Lima
Carta de Santarém – Fórum Amazônico de Cultura Digital
Os Pontos e Pontões de Cultura, Telecentros, Infocentros, Casa Brasil e núcleo de informática educativa, reunidos no I Encontro de Conhecimentos Livres no Pontão de Cultura Digital do Tapajós, em Santarém, nos dias 4 a 6 de novembro de 2009, tem por consenso, as seguintes propostas para a implementação de uma política pública de incentivo às ações de cultura digital na Amazônia.
Considerando que a Cultura digital é um conceito novo e que parte da idéia de que a revolução das tecnologias digitais é, em essência, cultural. O impacto que ressaltamos é que a tecnologia digital muda os comportamentos e que o uso pleno da internet e do software livre cria fantásticas possibilidades de democratizar os acessos à informação e ao conhecimento.
A cultura digital maximiza os potenciais dos bens e serviços culturais, amplifica os valores que formam o nosso repertório comum e, portanto, a nossa cultura, e potencializam também a produção cultural, criando inclusive novas formas de arte.
A Amazônia, contudo, merece uma atenção diferenciada, do porte das suas dimensões e do investimento necessário para incluir sua população, hoje em grande déficit de políticas de fomento a cultura digital. Para mitigar e iniciar um processo de transformação em nossa região é preciso:
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Que se amplie e dissemine o debate com toda sociedade civil visando construir consenso para avançar na implementação de marcos regulatórios e de políticas públicas que assegurem a sustentabilidade e permanência de iniciativas de cultura digital. Isso vai superar os obstáculos que se interpõem num contexto de descontinuidades geradas pelas mudanças de gestão;
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Que os diversos programas sociais e políticas públicas, voltados para assistência social, criança e adolescente, inserção produtiva, educação de jovens e adultos tenham como um de seus componentes as ações de cultura digital;
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Uma política pública que assegure a qualidade da banda de internet disponível e estimule a redução significativa dos preços de conexão à Internet, tanto para o usuário final como para os provedores locais de serviços de Internet;
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Assegurar recursos públicos e um marco legal habilitador para a implementação de estratégias de municípios digitais que contemplem projetos de cultura digital públicos e gratuitos como redes de conexão à internet comunitárias, telecentros comunitários e conexões compartilhadas;
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Que se assegure iguais oportunidades de acesso aos pontos de presença das espinhas dorsais em cada município, tanto para provedores de serviços locais como para iniciativas de inclusão e cultura digital, bem como garantia legal que esses pontos de cultura, telecentros e infocentros, tenham banda de alta disponibilidade à medida que expandam sua utilização no município;
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Que as iniciativas de cultura digital se aliem a um verdadeiro processo de democratização dos meios de comunicação, reconhecendo e incrementando as rádios comunitárias;
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Que as iniciativas de cultura digital assegurem uma gestão participativa das comunidades onde estão localizadas e que este seja um critério preponderante nos editais públicos;
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Fortalecer e incentivar iniciativas de cultura digital que promovam as línguas, os dialetos, as identidades culturais, regionais e étnicas;
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Que os ambientes de cultura digital estejam de acordo com a legislação vigente no país e acordos internacionais que tratam a questão da acessibilidade, garantindo às pessoas com deficiência o acesso aos bens e serviços públicos;
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Implementar ações eficazes junto aos pontos de cultura, telecentros e infocentros, trabalhando de forma crítica e construtiva o tema da conscientização socioambiental;
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Incentivo a iniciativas de cultura digital relacionadas à formação, produção e compartilhamento de informação, conteúdo e de conhecimento;
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Que as políticas públicas de cultura digital incluam as questões de gênero, raça, LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros), os povos indígenas, quilombolas, áreas de preservação ambiental, assentamentos rurais, associações de bairros e as comunidades de pescadores;
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Que os projetos de cultura digital e programas de expansão de conectividade e infraestrutura lógica fomentados pela esfera pública cheguem às regiões remotas e isoladas, bem como localidades de baixa densidade populacional;
Por fim, nos dispomos a articular/construir o Fórum Amazônico de Cultura Digital, constituído por todos os atores sociais que atuem na área e que desejem integrar esse espaço aberto, democrático e de inclusão, procurando ampliar nossa rede aos países e comunidades no âmbito do Tratado de Cooperação Pan-Amazônico.
Santarém, 06 de novembro de 2009
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October 5th, 2009 by
Paulo Lima
Da Redação
Secretaria de Comunicação
Rádio Cultura do Pará é ZYC 360 e você sintoniza em 5045 KHz
O Governo do Estado do Pará e a Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa) inauguram nesta terça-feira (6), em Marituba, a Rádio Cultura Ondas Tropicais. Depois de 11 anos desativada, a rádio, que foi o primeiro veículo da Funtelpa, reinicia suas atividades às 16h, com um programa ao vivo. A Rádio Cultura Ondas Tropicais representa um investimento de R$ 1,18 milhão, com aportes financeiros do governo estadual e de um convênio firmado com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Com a maior capacidade de alcance comparada com as AMs e FMs, a Rádio Cultura OT diferencia-se pela proposta de atender principalmente o público do interior paraense, trazendo as notícias relevantes para o interior, comunicados e uma programação musical especial. Os dois primeiros programas da grade da Rádio Cultura OT serão norteados por três princípios básicos: serviço, informação e música. A OT é uma ferramenta que se inclui na política de integração do estado defendida pelo governo Ana Júlia Carepa.
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August 15th, 2009 by
Paulo Lima

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I Fórum Amazônico de Software Livre é um evento que pretende abrir espaço para discussões e reflexões sobre o papel social do Software Livre, apresentar ferramentas, promover palestras, mini-cursos, divulgar casos de sucesso e iniciativas de Software Livre na região amazônica.
O público alvo do evento é bastante amplo. Contamos com a participação da sociedade em geral, pessoas da comunidade de Software Livre, movimentos sociais, iniciativa privada, organizações não-governamentais, órgãos municipais, estaduais e federais, além da presença da comunidade acadêmica, principalmente das áreas de computação, educação e comunicação.
O evento acontacerá na UFPA de 2 a 5 de setembro de 2009
Nosso site já está no ar.
Acesse e faça sua pré-inscrição no I FASOL
www.ejump.com.br/fasol
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July 24th, 2009 by
Paulo Lima
As borboletas amarelas chegaram e voam pela Floresta Nacional do Tapajós. É o verão começando, a vazante dos rios, a fartura de peixes e as praias.

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July 20th, 2009 by
Paulo Lima

Foto de celular, Alter do Chão, 19 de julho
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July 15th, 2009 by
Paulo Lima

Num post de fevereiro deste ano eu falava da importância para a Amazônia do trabalho do jornalista Lúcio Flávio Pinto. Afirmava e cada vez estou mais convencido, por viver na Amazônia, que ele “é a melhor fonte para compreender a Amazônia em sua complexidade e a histórica incompreensão dela pelo Brasil.”
Repórter e editor do Jornal Pessoal, de Belém do Pará, Lúcio Flávio Pinto, foi condenado pelo juiz Raimundo das Chagas Filho, da 4ª Vara Cível da capital, a pagar uma indenização de R$ 30 mil aos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, proprietários das Organizações Romulo Maiorana, uma das empresas de comunicação mais influentes da Região Norte, cuja emisssora de TV é afiliada à Rede Globo. A sentença, expedida no último dia 6 de junho de 2009, refere-se a uma das quatro ações indenizatórias movidas pelos irmãos contra o jornalista que, em 2005, publicou artigo em um livro organizado pelo jornalista italiano Maurizio Chierici, depois reproduzido no Jornal Pessoal, no qual abordava as atividades de contrabandista do fundador das ORM, Romulo Maiorana, nos anos de 1950, o qu e teria motivado a ação, pois os irmãos consideraram ofensivo o tratamento dispensado à memória do pai. Além da indenização por supostos danos morais, o juiz ainda obriga o jornalista a não mais referir-se aos irmãos em seus próximos artigos.
Se você também fica indignado com essa condenação junte-se ao manifesto de solidariedade em :
http://solidariedadelucioflaviopinto.blogspot.com
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July 2nd, 2009 by
Paulo Lima
Julho 2, 2009 by Blog Fatos e Dados Petrobras
As vozes da Amazônia alcançam os mais diferentes lugares do mundo através da parceria da Petrobras com o projeto Rede Mocoronga de Comunicação Popular.
Com internet via satélite no meio da floresta, jovens de 31 comunidades ribeirinhas da Amazônia estão sendo capacitados em comunicação e inclusão digital. Aprendem a produzir e difundir conteúdos audio-visuais, o que os permite afirmar sua cultura, idéias e interagir com outras formas de ver e pensar a própria floresta. Esse projeto está diretamente alinhado ao posicionamento da Petrobras de democratizar o acesso a novas tecnologias e viabilizar a produção de informações de forma plural e descentralizada. Porque informação e liberdade de expressão são direitos básicos e inalienáveis de todo o povo brasileiro.
Veja o vídeo abaixo para conhecer mais o projeto:
Ao contrário do sentido pejorativo que a palavra MOCORONGO possui em outras regiões do país, seu real significado é outro na Região Norte. Você sabe qual? Comente!
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