alegria, alegria e …
Paulo Lima
Daí que eu tava com a minha camisa do São Raimundo. O coração segue rubro negro, do meu flamengo que me deu tantas alegrias. Já se passou um certo tempo olhando a vida. Dizia o Brizola: “eu venho de longe”. Brizola tem seus adeptos por aqui (Stm) mas que ainda não sei o quanto sabem do melhor e do pior do velho gaudério, que vi governar bem de perto. Era um domingo gostoso. Arroz com jambu que plantei e peixe que não pesquei. Jogo decisivo do São Raimundo em Belém. Só dá pra ver em televisão com parabólica. Acredite, a TV Cultura do Pará ainda não retransmite para tv aberta em Santarém. Isso, são quase 300 mil habitantes, paraenses, que pagam seus impostos e não veêm a TV cultura do Pará. A Globo, a Bandeirantes e o SBT estão aqui há anos… Já a tv cultura do Pará…
É muito impressionante o quanto Belém é uma cidade estado. Cidade estado no pior sentido da coisa. É a capital do Estado e desconectada do resto do Estado. Quando você chega por lá, para fazer uma reunião e olha que eu vim de longe, como dizia o Brizola ouve assim: “olha aí, tem um pessoal LÁÁÁÁ de Santarém aí”. Parece que você fez uma longa excursão, que é do fim do mundo e foi lá na Capital pedir um “qualquer” para fazer qualquer coisa pouco importante. Claro que não é regra, fui muito bem atendido por várias pessoas em Belém, mas a impressão ficou.
E aí eu fui ver o Pantera, o São Raimundo do Tapajós, que ganhou o segundo turno do estadual paraense num clube que tinha um telão para a galera acompanhar. Quando chego lá, com a Cristina e o Hugo, o que encontro: dois telões, um passava o São Raimundo x Payssandu e o outro Flamengo x Botafogo. E o Mengão foi aquela alegria. O nome do Clube? Fluminense! Fundado em 1947, sede própria, como diz na entrada! Mengão campeão! Valeu Fluminense! O São Raimundo, infelizmente não teve a mesma sorte.

