June 29th, 2008 by
Paulo Lima
Tá na Revista Fórum desse mês. Só descobri hoje, nas bancas de Santarém. Tem uma boa entrevista com o Ricúpero e o texto que tá muito bem editado. O original tá no resto deste post.

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June 27th, 2008 by
Paulo Lima
Então o horário mudou. A Globo mandou mudar o horário do norte do país. O Congresso Nacional obedeceu, rápido! Ano de eleições municipais. Mas o Brasil é bem mais do que a Globo pensa.

Piquiatuba, município de Belterra, Pará, Rio Tapajós. Encontro com a comunidade, pauta: implementação de um telecentro e realização de uma oficina sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Equipe de pé no barco as 7 horas (6 horas do horário antigo). Eu ouvia, preguiçoso na minha rede o jornal da Rádio Rural de Santarém. No rádio dizia que a Globo local tinha se precipitado, que não era ainda o dia da mudança do horário. Eu fecho com a rádio, como postura tradicional. O pessoal me convence que era hora de sair da rede, eu reafirmo meu ódio à mudança de horário artificial. Caboclo, ribeirinho e homem tradicional, ainda que mal humorado, vou pra comunidade. Lá, encontro a esperança! O interior do Pará ainda não mudou de horário. Ninguém quer mudar de horário. Ninguém foi consultado, completa arbitrariedade! Agora tô cheio de sono de novo… Vou voltar para minha rede até me acostumar com isso…
e:
o analfomegabetismo
Somatopsicopneumático
o analfomegabetismo
Somatopsicopneumático
Que também significa
Que eu não sei de nada sobre a morte
Que também significa
Tanto faz no sul como no norte
Justamente
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June 8th, 2008 by
Paulo Lima
Foram dois anos observando a partícula do Pão que o Diabo amassou. Daí que o Saliel anunciou que posso, efetivamente, retomar o ritmo normal da vida. Só que vejo tudo com muito mais cores e num tempo todo particular, sem trocadilho com as partículas. Mas para isso foi preciso mudar e reinventar o futuro. Plantar um abacateiro, um abiu (mesmo que você não saiba o gosto nem a cara da fruta), dois araçá-boi e uma aceroleira. Daí as coisas voltam a fazer sentido na vida, com o gosto das descobertas que estão sempre a sua espera mas que, as vezes, você se esquece que elas existem.
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