movimento:bicicleta
Paulo Lima
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Paulo Lima
Em comentário recente Saliel Figueira Filho tergiversa, com a elegância de sempre. Eu respondo com samba. Baden & Vinicius:
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Mas meu bem deixa estar
Tempo vai, tempo vem
E quando um dia esse tempo voltar
Eu nem quero pensar
No que vai ser
Até o sol raiar
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Paulo Lima
| From janela |
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Paulo Lima
“tempus aevi imaginem” (0)
Estava preparado para um importante e definitivo debate com o Saliel. A discussão, ainda em aberto, seria sobre o tempo, no Caçador, segundo lar de Saliel. Kant, com um vento forte no quarto, caiu sobre minha cabeça. Tive sorte, era uma brochura que o citava. Kant, no ímpeto de me fornecer boa argumentação, indicou-me a necessidade de revisitar a Crítica da Razão Pura. Sei que muitos são os especialistas em Kant, entre amigos inclusive, mas me permito, de maneira não mais que marota, relembrá-lo e provocar a real e necessária discussão sobre a vida. Cada dia é um dia a menos?
Kant
“Claro que o tempo é algo real, a saber, a forma real da intuição interna”(1).
Mas o próprio Kant lembrou, num rodapé no Apêndice do indispensável “Prolegomena a qualquer futura Metafísica”, que há um tipo de conhecimento a priori associado com os sentidos. Ou seja, espaço e tempo são formas de intuição sensível. Importantes para a representação de coisas empíricas, como o teste. Dizia um especialista que:
“qualquer objeto da experiência precisa ser representado em espaço e tempo. A geometria é a ciência do espaço e a aritmética a ciência do tempo, e suas proposições são verdades necessárias relativas aos objetos no espaço e no tempo. Enfim, nós raciocinamos sobre as condições de representação, e a intuição intelectual torna-se dispensável. No entanto, fora do espaço e do tempo elas não são absolutamente necessárias. (2)
Mas, sobretudo concordo com Berdiaeff: “O tempo cósmico é calculado matematicamente sobre o movimento de rotação em torno do sol. Com ele se estabelecem os calendários e os relógios. Ele é simbolizado por um turbilhão. O tempo histórico está como que encaixado no tempo cósmico e se pode contá-lo matematicamente por dezenas de anos, por séculos, por milênios. Nenhum fato, porém, pode nele se repetir. Está simbolizado por uma linha dirigida para o futuro, para a novidade. O tempo existencial não se calcula matematicamente. Seu curso depende da intensidade com a qual se vive nele, depende de nossos sofrimentos e de nossas alegrias”(3)
Se o tempo é, pois, algo que não se calcula e sequer se pode, concretamente sentir, ele não caminha ordenadamente, cartesianamente ou sequencialmente. Razão pela qual termino minha colaboração à tão importante questão com o Padre Antônio Vieira:
“Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los”
E esse ano eu não vivi.
0 - Apuleio: o tempo é a imagem da eternidade.
1 -Immanuel Kant, Crítica da Razão Pura
2 - McTaggart, John Ellis: The Unreality of Time
3- Nicolas Berdiaev ou Berdjaev ou Berdiaeff (Nicolaï Aleksandrovitch)
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Paulo Lima
Tem alguma chance do Viadeo pegar no Brasil? Aí, você tá no Viadeo? Deixei um recadinho no teu Viadeo. Sua foto no Viadeo tá muito linda! É um prato cheio para melhor criador de trocadilhos que eu conheço que é o Ricardo Paes. Ricardo, você, com certeza tá no Viadeo!
Post Scriptum: Descobri que o Ricardo tem um blog que ele ainda não divulgou. Vai aí, o furo de reportagem: http://rpaes62.wordpress.com/
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Paulo Lima
Lendo, como faço religiosamente, o Jornal da Cidade de Bauru, descobri que o raio que causou um apagão espetacular em março de 1999, não foi um raio. E só. A conclusão, sete anos depois, que o INPE divulga é que não foi um raio. Então o que foi?
Raio de Bauru não causou o apagão no País em 1999
Depois de mais de sete anos, um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) concluiu que o blecaute de março de 1999, considerado o maior do Brasil em número de atingidos, não foi provocado pela queda de um raio em Bauru. Ou seja, o apagão que na época foi creditado “ao raio de Bauru”, não foi causado por descarga elétrica. Porém, o estudo não aponta a causa do blecaute.
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