June 16th, 2007 by
Paulo Lima

O Saliel não fala mais de cachaça. Suspeito… Eu não tenho mais cognaq. O tempo virou. Dia bom para ouvir rádio em frequência de navegação (meu atual tema preferido). Tempo de procurar leitura. Volto ao Montalbán. Agora, o presente da Marial, o Galíndez — entre um papo e outro com a pouco implicante Joice. Voltei a fumar. Pelo menos até acabar essas várias Jewels que comprei, pra passar a semana. A semana passou. Alguma coisa há de melhorar.
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June 13th, 2007 by
Paulo Lima
Uma longa batalha jurídica. Agora, só agora disponível num blog. Quase tão importante quanto o livro do PC sobre o Roberto Carlos no Escriba. Aqui está:
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Se você quiser aprender a tocar a bela canção, clique aqui.
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June 12th, 2007 by
Paulo Lima
A gente vê cada coisa. Eu não tenho vontade de escrever nada. Me lembro de ter ouvido um dia uma sentença chave na minha vida e na vida das pessoas: “êma, êma, êma, cada um com seu problema.” Vou passando pelas minhas provas. Ontem sonhei que acordei e minha camisa da escola estava lavando, sem uniforme não entra na Escola Pública. É pior que o sonho do bedel. É o sonho “sua mãe ou sua vó ou sua irmã mais velha esqueceram de que você vai à escola hoje”. Tá cada dia pior.
Como você pode estar também assim, sem assunto, tem o Citador, alguém que perdeu tempo achando que citar os outros é importante… êma, êma, êma….
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June 6th, 2007 by
Paulo Lima
“Se o fim desta escritura fora só a satisfação da curiosidade humana, e o gosto ou lisonja daquele apetite com que a impaciência do nosso desejo se adianta em querer saber as cousas futuras; e se as esperanças que temos prometido foram só flores sem outro fruto mais que o alvoroço e alegria com que as felicidades grandes e próprias se costumam esperar, certamente eu suspendera logo a pena e a lançara da mão, tendo este meu trabalho por inútil, impertinente e ocioso, e por indigno não só de o comunicar ao Mundo, mas de gastar nele o tempo e o cuidado.”
Padre Antônio Vieira, História do Futuro (Volume I, Capítulo IV: Utilidades da História do Futuro)
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June 5th, 2007 by
Paulo Lima
Ainda no campo das distrações concentro-me em saber, precisamente, onde estou. Para tal me especializo em do
minar o Etrex Vista C, meu novo amigo e companheiro, que está na aí na foto. Para quem não entendeu nada eu falo de GPS (Global Positioning System) que é a abreviatura de NAVSTAR GPS (NAVSTAR GPS-NAVigation System with Time And Ranging Global Positioning System). É um sistema de posicionamento baseado em satélites que permite a qualquer usuário saber a sua localização, velocidade e tempo, 24 horas por dia, sob quaisquer condições atmosféricas e em qualquer ponto do globo terrestre. E veja, agora eu tenho bússola eletrônica e altímetro barométrico.
Update: S 22°57.036′ / W43°11.267′
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June 2nd, 2007 by
Paulo Lima
Gosto do pronome indefinido ‘pouco’. Tenho poucas ambições. Poucas são as minhas distrações. Como são poucas dedico tempo a elas e à busca de novas distrações. Se pudesse passava o dia distraído com alguma coisa. Passo os dias distraído com pequenas coisas do dia, o resto do tempo, me distraio mais seriamente. Aprendi isso (da importância de distrair a cabeça) com um anão que me deu uma rasteira. Um anão mal. Ele era vizinho. Era dia de São Cosme e São Damião. Ele era, na época, do meu tamanho. Corrida pelo doce. Até hoje não entendo como ele me derrubou com aquela perna diminuta. Me derrubou de mal que era. Eu peguei os doces depois, com o joelho esfolado. Até hoje ando atento com os anões. Depois, mais velho, tive vontade de derrubá-lo (não que seja vingativo, tanto que não o derrubei, não que me lembre…). Nos encontramos. Ele viu meu olhar de ódio histórico. Negociou com o olhar e disse: “Opa, como é que tá? Vou lá na loja do jockey, vou distrair a cabeça.”
O perdão:
Fui com ele pra loja do jockey. Na minha família esse é um tabú. Meu avô era bookmaker. Reconheça, você não sabia o que era bookmaker. Minha avó era uma aristocrata que, ao casar, viu a decadência em desabalada carreira. Queria que eu fosse diplomata. Aprendi com o anão, que só vi depois nas páginas policiais, segredos do turfe que nunca usei.
Por quê se conta uma longa história como essa? Porque eu tenho uma distração (entre outras poucas), que é o Hattrick. Daí que jogamos, eu, o Escriba, o Cerveja Só (com time tecnicamente morto), o Paulinho Araújo e o João Gabriel de Lima. Ele é o autor do Burlador de Sevilha, boa leitura que distrai a cabeça com a narrativa que vai passando pequenas descobertas e prazeres, no ritmo certo das poucas páginas. O João Gabriel é dono de um perigoso time no hattrick…
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