notas do frio
Paulo Lima
Frio. Aqui, na reunião que ressucita dois anos depois os mesmos debates de 2005, se fala demais do Brasil, em especial do Rio. Para minha falta de sorte todo mundo quer saber do italiano que foi preso, o que passa com a violência no Rio, do francês assassinado, quantas vezes fui assaltado, quantas balas perdidas existem no meu corpo… Eu, que sempre vi na desobediência civil, um aliado, pensei em algumas hipóteses para mudar o rumo da prosa:
1) Denunciar o hotel dizendo que fui estuprado por 4 camareiras;
2) Que o ônibus atrasou;
3) Que caiu neve na minha carece e eu fiquei sequelado;
Boa foi a história da suíça que fuma cigarro de palha e saiu daqui atrás de um xamã no Mato Grosso, pelo menos mudou de assunto. Andou pelo país sozinha e se divertiu a valer. Acho que ainda usa o xamanismo, não sei porque. Agora preparem-se, o mundo será coberto por balões (X-Stations). A onda é usar high altitude platform stations. Não precisa de marco regulatório e isso pode virar uma febre. Já pensou quando os balõeozinhos começarem a cair? Pobre África, onde se faz teste da indústria farmacêutica e agora testes das empresas de telecomunicações.
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