Manuel (a)
Paulo Lima
Sigo cumprindo meus acordos comigo. Sigo sem fumar. Não que fumasse muito, mas é um possível problema a menos. Evito problemas e isso nem sempre é bom, eles aparecem maiores depois, às vezes — ou não — morrem esquecidos. Sábado, cumpro meus deveres com o lar. Compro coisas, instalo coisas, olho e penso no futuro das coisas quando outras coisas chegarem ou saírem das caixas. Descubro o comércio do bairro. Lembro de coisas. Administro a saudade.
Manoel de Barros é lembrado pela Manu, filha de Duda, que mantém um blog muito gostoso de ler sobre a Manu. “Eu acho que o verde é o azul que não é.” O Manoel de Barros tá vivo e tem uma Fundação. Eu gosto de pular pulguinha com a Manu!
P.S.: Isso tudo era para citar o Manoel de Barros:
Havia um muro alto entre nossas casas.
Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por
um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.
(a namorada, Tratado geral das grandezas do ínfimo)
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March 10th, 2007 at 2:50 pm
Oi, homem de resoluções e do sábado. Obrigada pelo presente hoje.
Bjs
March 10th, 2007 at 2:50 pm
Oi, homem de resoluções e do sábado útil. Obrigada pelo presente hoje.
Bjs
Duda