Sinais do tempo
Paulo Lima
O sol, no Rio de Janeiro, se pôs, hoje, exatamente atrás do Corcovado. Pelo menos de onde eu vi. Resolvi que era para dizer para eu nunca sair daqui. O sábado tava de matar qualquer apaixonado por essa cidade. Daí, véspera de Flamengo e Vasco. Daí lembro do Aldir Blanc. Começo a ouvir um presente de aniversário do ano passado. Vida Noturna.
” Num dia azul de verão sinto vento
há folhas no meu coração é o tempo
recordo um amor que eu perdi”
Daí penso no tempo. Meia idade. Quase crise. Concluo, depois de ouvir o cd, que entendo o que se passa daqui pra frente. Começa a fazer sentido. Não é um cachaceiro boa praça. Primeiro baque. Os flamenguistas que me perdoem. Mas quem escreve Vida Noturna não é menos que genial. E trato de entender o tempo:
“Batidas na porta da frente
é o tempo
Eu bebo um pouquinho pra ter
argumento
Mas fico sem jeito, calado
ele ri
Ele zomba de quanto eu chorei
porque sabe passar
e eu não sei”
Melhor ainda, descobrir que:
“hoje eu estou de bem comigo
E isso é difícil
Ah, vida noturna
Eu sou a borboleta mais vadia
Na doce flor da tua hipocrisia”
E larguei minhas cigarrilhas…
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September 17th, 2007 at 10:40 pm
[...] Meses antes de hoje, escrevi sobre alguma coisa que não tinha entendido direito. Mas citava o Aldir Blanc. O melhor vascaíno. Ou o único que eu respeito, depois do amigo Saliel que até se votar no Onix [...]