December 14th, 2006 by
bandolo
O Bandolo começou mais uma campanha: “Ponha uma poesia de Borges em seu Blog!” Eu sigo, e ponho, uma entre muitas preferidas:
EL SUEÑO
Si el sueño fuera (como dicen) una
tregua, un puro reposo de la mente,
¿por qué, si te despiertan bruscamente,
sientes que te han robado una fortuna?
¿Por qué es tan triste madrugar? La hora
nos despoja de un don inconcebible,
tan íntimo que sólo es traducible
en un sopor que la vigilia dora
de sueños, que bien pueden ser reflejos
truncos de los tesoros de la sombra,
de un orbe intemporal que no se nombra
y que el día deforma en sus espejos.
¿Quién serás esta noche en el oscuro
sueño, del otro lado de su muro?
Jorge Luis Borges, 1964
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December 12th, 2006 by
bandolo
Você… Eu sei, comigo vai tudo azul. Contigo vai tudo em paz. Vivemos na melhor cidade. Da América do Sul. Eu não prestigiei. Eu não pude dizer nada. O cumple do Bandolo foi um evento concorrido. Ouvi a cobertura do evento pelos jornais e canais locais de televisão. Contratei alguns paparazzis mais ainda não recebi o material. Cheguei tarde e sem condições para o evento social. Usei o que estava a meu alcance mas fora de meu controle. Agora é esperar o perdão.

O carrinho é para distrair a atenção e provocar a generosidade do ser humano.
P.S.: Você que é ou estará ocioso na próxima quinta feira,
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December 10th, 2006 by
bandolo
La palabra suéter ha perdido su sentido. Sí, ahí está el buró, que como palabra es tanto o más extraña, pero la palabra buró mantiene todo su significado encarnada en aquel mueble torpe que Otto no recuerda cómo llegó ahí. ¿Será sólo la palabra suéter? Otto mira hacia el jardín. Pá-ja-ro. Pájaro no sólo poseé aún su significado, sino que contiene en su juego vocal toda la compleja estructura de un gorrión o de un canario –complejidad ausente de la palabra ave. Pero aún así, ave significa algo. Suéter aún no.
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December 8th, 2006 by
bandolo
Algum frio, quatro horas mais cedo que o Brasil. Taco de língua e zapote! A Conferência começa num ritmo acelerado e com as acomodações difíceis de sempre, os acadêmicos, os ativistas dos países em desenvolvimento e dos países desenvolvidos, a generosidade agregadora dos verdes alemães e a culinária muito particular. Eu olhei de novo os “chapulines”… olhei, olhei… e, ainda não foi dessa vez. Fico até segunda, olha os “chapulines” aí em baixo, hmmmm..:

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December 5th, 2006 by
bandolo
De novo não tenho nada para dizer que não seja a surpresa do cotidiano. Um almoço delicioso e cheio de descobertas. Uma fila no aeroporto que me trouxe de volta para casa. A casa zoneada, colchão na sala e filho grande do lado. A cabeça pensando muita coisa ao mesmo tempo, concentrada na barulhinho do ventilador de teto e no futuro.
Enquanto isso, água:


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December 3rd, 2006 by
bandolo
Eu não tenho nada pensado para escrever. Estou em Guarulhos, ouvindo o barulhinho daquele painel que informa as chegadas nacionais e internacionais. Eu gosto daquele barulhinho. Barulhinho é bom. Eu não gosto de tribalistas, mas gosto de alguns barulhinhos. Também nunca gostei muito dos trabalhistas, exceto o Brizola que não nego que me impressionou muitas vezes. Mas eu dei um não rotundo à convencionalidade comercial tribalista ainda que possivelmente as pessoas se endividam ou querem comprar alguma coisa mais cara. Não vende pra mim.
Algumas pessoas tem barulhinhos muito particulares. Quem não tem história ou saudade de algum barulhinho ainda não começou a viver. Eu espero começar a viver. Eu evito gerúndios. Ainda que tenha história de barulhinho de pessoas. Sou discreto, é verdade. O tema do barulhinho é bom mesmo. O painel do Terminal 1/TPS1 parece notar minha atenção e faz mais barulhinhos. Não consigo saber com que letras se faria legível o barulhinho do painel. As pessoas passam, o garçom, negro e gaúcho, muito cordial, está curioso em saber como estou conectado à internet. Aprendi que internet deve ser escrita com inicial minúscula. Não lembro direito porque razão. Era tarde. Será tarde logo mais e eu fico uma noite no Rio. Sequer cheguei, não fui ainda e já estou com saudade. Eu sempre tenho um jeito de conectar à internet. A conexão aqui está boa. Me atualizo. Chavez… Que coisa.
Vou escrever mais alguma coisa. Eu queria escrever sobre música. Jurei mentiras e sigo sozinho, assumo os pecados. Os ventos do norte não movem moinhos. E o que me resta é só um gemido. Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos, Meu sangue latino, minha alma cativa
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December 2nd, 2006 by
bandolo
Heredamos de la biósfera y de generaciones pasadas el agua, el aire limpio, los genes, una infinidad de ideas y de conocimiento, la diversidad cultural, el silencio, el paisaje, las fuentes energéticas y otros recursos. ¿Si nos contaminan, agotan o cercan dichos recursos, impidiendo el acceso de todas y todos a nuestra herencia común, con qué nos quedaremos?
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