C’est ça!

Fórum Amazônico: cultura digital para o resgate da cultura tradicional

December 29th, 2009 by Paulo Lima

Do blog Trezentos

Paulo Lima é um dos coordenadores do Pontão de Cultura Digital do Tapajós e também de uma rede de telecentros ribeirinhos nos rios Tapajós e Arapiuns, no oeste do Pará. Historiador por formação e professor na área de jornalismo online em Santarém, ele é um dos articuladores do Fórum Amazônico de Cultura Digital, que está representada aqui na rede culturadigital.br por um grupo de discussão que reúne 33 pessoas.

A proposta do Fórum, criado no I Encontro de Conhecimentos Livres do Pontão de Cultura Digital do Tapajós, é contribuir com a discussão e o avanço de ações de cultura digital nas características específicas da região. “São longas distâncias, muita dificuldade de infra-estrutura, isolamento e dificuldades com acesso à internet, que justificaram a criação desse espaço, para que o Brasil tenha como conhecer melhor nossa realidade”, explica Paulo. Em entrevista por email reproduzida abaixo, ele conta um pouco do trabalho feito por lá.

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Em CD, Cristina Caetano e Sebastião Tapajós

December 10th, 2009 by Paulo Lima

Começamos a escrever o projeto em fevereiro desse ano. Agora, em dezembro, tudo confirmado! Vem aí um belo CD com a voz da Cristina e excelentes músicos, sob a condução do Sebastião Tapajós.

Direto do Blog do Jeso

A MRN (Mineração Rio do Norte) vai patrocinar o projeto “Cristina Caetano interpreta Sebastião Tapajós & Parceiros”.

O CD que unirá o prestigiado violão de Tapajós à voz de uma das revelações da música popular do oeste paraense deve entrar em produção no primeiro trimestre de 2010.

- O CD será gravado em Belém. Esperamos estar com ele nas mãos em junho do ano que vem – revela a cantora Cristina Caetano (foto).

A artista explica que a idéia nasceu há oito anos.

- Eu já freqüentava a casa dele em Santarém, mas, quando fizemos um show juntos em Porto Trombetas, em 2005, estreitamos nossa amizade e ele começou a me mostrar algumas músicas inéditas, feitas em parceria com o Billy Blanco, que é paraense e se tornou uma das expressões da Bossa Nova. Eu adorei as músicas e lançou a idéia de gravarmos um CD com composições dele e de alguns parceiros – explica.

De lá pra cá, Cristina transformou a idéia em projeto. Em seguida, veio a aprovação pelo Ministério da Cultura, via lei Rouanet. A etapa seguinte, o patrocínio para viabilizar o projeto, que conta agora com a parceria da MRN.

- É essencial apoiar projetos como esse, que visam promover e difundir a cultura regional, garantindo acesso democrático da população à produção cultural da região. Esse objetivo está alinhado com nossa política de responsabilidade social e nossa atuação na área cultural – ressalta o gerente de Relações Comunitárias da MRN, José Haroldo Paula.

Ao longo desses oito anos, a intérprete também se encarregou de tornar seu nome conhecido na região. Participou de diversos shows e festivais, chegando a receber prêmios de artista revelação em Belém.

- Acho que o esforço de todos esses anos culminou com a viabilidade desse sonho. Minha identidade como cantora vai ser definida a partir desse CD – avalia.

Além do violão de Sebastião Tapajós e da voz de Cristina, o projeto contará com nomes de destaque no cenário musical paraense e nacional.

O jovem violonista Fagner Viana, o Derek, o baixista Nei Conceição, o pianista Célio Vulcão, o percussionista Dadadá e o flautista e clarinetista carioca, Marcelo Bernardes. A seleção dos músicos e das músicas, assim como toda a produção do CD, leva a assinatura de Sebastião Tapajós.

No repertório do disco, uma equilibrada mistura de ritmos brasileiros: carimbó, samba, música regional, choros e algumas parcerias de Sebastião Tapajós com Billy Blanco, Antônio Carlos Maranhão e Avelino do Valle.

Distribuição

O projeto de distribuição do CD prevê uma estratégia democrática de acesso da população local ao trabalho. Serão utilizadas redes dos pontos de cultura, pontões de cultura digital, secretarias de cultura, universidades e espaços públicos de disseminação da cultura nos municípios do estado. Das 1.500 cópias, 600 serão destinadas a esses locais. O restante dos discos será destinado à venda, no valor de R$ 10,00.

A internet terá papel central na difusão do produto cultural. As músicas serão disponibilizadas na internet para audição. Além disso, os artistas estudam juntos aos parceiros as opções de licenciamento usando Creative Commons – uma licença de direito autoral em que a música é compreendida como bem comum e, portanto, público.

- A intenção é que duas músicas tenham acesso livre. As pessoas poderão baixar direto do site e reproduzi-las livremente, desde que não haja finalidade comercial – explica Cristina.

MRN e Cultura

A MRN patrocinará integralmente o projeto, investimento quase R$ 100 mil na iniciativa. Este é o segundo projeto da região patrocinado pela MRN via incentivo fiscal da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura. Em 2008, a empresa passou a ter acesso aos incentivos fiscais na área cultural e, ainda no ano passado, apoiou o projeto Reproduções e Réplicas de Prédios Históricos de Santarém, desenvolvido pelas Faculdades Integradas do Tapajós (FIT).

Fonte: MRN

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Para acompanhar a Cop 15

December 7th, 2009 by Paulo Lima

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A dica é o blog da Juliana Radler, jornalista especialista em meio ambiente e que está por lá!

http://copenhage2009.blogspot.com/

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Santarém se prepara para o V Fórum Social Pan Amazônico

December 4th, 2009 by Paulo Lima

Povos unidos para o 5º Fórum Social Pan-Amazônico

Entre os dia 18 e 20 de novembro, reuniu-se na cidade paraense de Santarém o Conselho do Fórum Social Pan-Amazônico. O objetivo destes dias de trabalho era o de organizar a caminhada rumo ao 5º Fórum Social Pan-Amazônico, que acontecerá nesta mesma cidade em novembro de 2010. Publicamos aqui a carta produzida pelos participantes deste encontro.

Diante do descalabro promovido pelo “desenvolvimento” no bioma amazônico, diante dos riscos de escala mundial implicados pela agressão constante e feroz à floresta, aos rios, à biodiversidade e às populações da Amazônia, a luta pela defesa de sua gloriosa natureza se fortalece.

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Manifesto da cultura digital brasileira

November 16th, 2009 by Paulo Lima

Cultura Digital Brasileira
A liberdade é essência e aspiração

Rogério Duprat. 1963 + Damiano Cozzella.
Num IBM 1620 da Escola Politécnica da USP
(música + academia) = Klavibm II
Cibernética + Bossa Nova + Cultura Pop
Informações em rede antes da rede
Tropicália = O direito à tecnologia, ao universal

A música da bahia, onde o Brasil principia
“Se segura milord aí que o mulato baião
(tá se blacktaiando)
Smoka-se todo na estética do arrastão”

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Carta de Santarém – Fórum Amazônico de Cultura Digital

November 6th, 2009 by Paulo Lima

Carta de Santarém – Fórum Amazônico de Cultura Digital

Os Pontos e Pontões de Cultura, Telecentros, Infocentros, Casa Brasil e núcleo de informática educativa, reunidos no I Encontro de Conhecimentos Livres no Pontão de Cultura Digital do Tapajós, em Santarém, nos dias 4 a 6 de novembro de 2009, tem por consenso, as seguintes propostas para a implementação de uma política pública de incentivo às ações de cultura digital na Amazônia.

Considerando que a Cultura digital é um conceito novo e que parte da idéia de que a revolução das tecnologias digitais é, em essência, cultural. O impacto que ressaltamos é que a tecnologia digital muda os comportamentos e que o uso pleno da internet e do software livre cria fantásticas possibilidades de democratizar os acessos à informação e ao conhecimento.

A cultura digital maximiza os potenciais dos bens e serviços culturais, amplifica os valores que formam o nosso repertório comum e, portanto, a nossa cultura, e potencializam também a produção cultural, criando inclusive novas formas de arte.

A Amazônia, contudo, merece uma atenção diferenciada, do porte das suas dimensões e do investimento necessário para incluir sua população, hoje em grande déficit de políticas de fomento a cultura digital. Para mitigar e iniciar um processo de transformação em nossa região é preciso:

  1. Que se amplie e dissemine o debate com toda sociedade civil visando construir consenso para avançar na implementação de marcos regulatórios e de políticas públicas que assegurem a sustentabilidade e permanência de iniciativas de cultura digital. Isso vai superar os obstáculos que se interpõem num contexto de descontinuidades geradas pelas mudanças de gestão;

  2. Que os diversos programas sociais e políticas públicas, voltados para assistência social, criança e adolescente, inserção produtiva, educação de jovens e adultos tenham como um de seus componentes as ações de cultura digital;

  3. Uma política pública que assegure a qualidade da banda de internet disponível e estimule a redução significativa dos preços de conexão à Internet, tanto para o usuário final como para os provedores locais de serviços de Internet;

  4. Assegurar recursos públicos e um marco legal habilitador para a implementação de estratégias de municípios digitais que contemplem projetos de cultura digital públicos e gratuitos como redes de conexão à internet comunitárias, telecentros comunitários e conexões compartilhadas;

  5. Que se assegure iguais oportunidades de acesso aos pontos de presença das espinhas dorsais em cada município, tanto para provedores de serviços locais como para iniciativas de inclusão e cultura digital, bem como garantia legal que esses pontos de cultura, telecentros e infocentros, tenham banda de alta disponibilidade à medida que expandam sua utilização no município;

  6. Que as iniciativas de cultura digital se aliem a um verdadeiro processo de democratização dos meios de comunicação, reconhecendo e incrementando as rádios comunitárias;

  7. Que as iniciativas de cultura digital assegurem uma gestão participativa das comunidades onde estão localizadas e que este seja um critério preponderante nos editais públicos;

  8. Fortalecer e incentivar iniciativas de cultura digital que promovam as línguas, os dialetos, as identidades culturais, regionais e étnicas;

  9. Que os ambientes de cultura digital estejam de acordo com a legislação vigente no país e acordos internacionais que tratam a questão da acessibilidade, garantindo às pessoas com deficiência o acesso aos bens e serviços públicos;

  1. Implementar ações eficazes junto aos pontos de cultura, telecentros e infocentros, trabalhando de forma crítica e construtiva o tema da conscientização socio­ambiental;

  2. Incentivo a iniciativas de cultura digital relacionadas à formação, produção e compartilhamento de informação, conteúdo e de conhecimento;

  3. Que as políticas públicas de cultura digital incluam as questões de gênero, raça, LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros), os povos indígenas, quilombolas, áreas de preservação ambiental, assentamentos rurais, associações de bairros e as comunidades de pescadores;

  4. Que os projetos de cultura digital e programas de expansão de conectividade e infra­estrutura lógica fomentados pela esfera pública cheguem às regiões remotas e isoladas, bem como localidades de baixa densidade populacional;

Por fim, nos dispomos a articular/construir o Fórum Amazônico de Cultura Digital, constituído por todos os atores sociais que atuem na área e que desejem integrar esse espaço aberto, democrático e de inclusão, procurando ampliar nossa rede aos países e comunidades no âmbito do Tratado de Cooperação Pan-Amazônico.

Santarém, 06 de novembro de 2009

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Rádio Cultura do Pará em ondas tropicais volta ao ar!

October 5th, 2009 by Paulo Lima
Da Redação
Secretaria de Comunicação
Rádio Cultura do Pará é ZYC 360 e você sintoniza em 5045 KHz

O Governo do Estado do Pará e a Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa) inauguram nesta terça-feira (6), em Marituba, a Rádio Cultura Ondas Tropicais. Depois de 11 anos desativada, a rádio, que foi o primeiro veículo da Funtelpa, reinicia suas atividades às 16h, com um programa ao vivo. A Rádio Cultura Ondas Tropicais representa um investimento de R$ 1,18 milhão, com aportes financeiros do governo estadual e de um convênio firmado com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Com a maior capacidade de alcance comparada com as AMs e FMs, a Rádio Cultura OT diferencia-se pela proposta de atender principalmente o público do interior paraense, trazendo as notícias relevantes para o interior, comunicados e uma programação musical especial. Os dois primeiros programas da grade da Rádio Cultura OT serão norteados por três princípios básicos: serviço, informação e música. A OT é uma ferramenta que se inclui na política de integração do estado defendida pelo governo Ana Júlia Carepa.

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